A humanidade teve uma relação profunda e “religiosa” com as árvores muito antes de as “religiões” serem inventadas e cada cultura criou histórias baseadas nas árvores que as rodeavam, levando a histórias míticas de árvores que continham o conhecimento da própria vida. Como o monoteísmo, a “crença em um deus” foi inscrita na lei; as árvores foram demonizadas e suas histórias de sabedoria foram escondidas e isto fez com que a mente ocidental mergulhasse na escuridão por mais de 1.300 anos. A reverência espiritual e prática das árvores só cessou totalmente no século XX, após a industrialização e a mentalidade de exploração de recursos.
Se a idade e a experiência podem contribuir para a sabedoria, então as árvores com vidas que duram centenas e até milhares de anos talvez tenham muito a comunicar sobre a vida, se pudéssemos aprender a ouvir. A consciência é definida como a qualidade da senciência, a capacidade de sentir e responder ao ambiente e isso significa que a consciência não é exclusiva da humanidade. Os cientistas só agora estão começando a descobrir que as árvores podem ver, aprender, comunicar e exibir comportamento social, formando alianças para nutrir e proteger vizinhos danificados ou moribundos.
Nós podemos seguir o exemplo dos mais sábios e antigos filósofos, que nos incentivam a olhar profundamente para a natureza, pois é na compreensão de suas leis que podemos compreender a vida, já que a natureza é a fonte de todo conhecimento verdadeiro. O que a ciência redescobriu no nosso tempo é conhecido pelos nossos antepassados há milénios que a floresta é sagrada, porque é ‘inteira, completa, pois trabalha para o equilíbrio e o bem-estar do todo, e dá força a aos humanos em nossos caminhos em direção à totalidade espiritual.
Leitura:
-Ted Andrews (1993). Enchantment oft he faire realm: Communicate with nature spirts & elementals.
-Carl G. Jung (2002). The earth has a soul: C.C.Jung on nature, technology and modern life.
-Manjula Nanavati. The wisdom of trees.
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