O conceito do mundo como um ser vivo foi entendido por muitos filósofos e alquimistas ao longo dos tempos. Eles se se referiam à essência espiritual do mundo como a anima mundi, a alma do mundo”, uma força vital difundida por toda a natureza, a essência divina que abraça e energiza toda a vida no universo.
A anima mundi era vista como a primeira manifestação e era representada pelo símbolo de um círculo contendo um ponto em seu centro um ponto, onde o círculo representa o imanifesto infinito, a mônada, e o ponto representa o ponto focal da nova manifestação. A alma do mundo não é uma alma sem corpo, mas, pelo contrário, está vestida com as vestes da substância mais tênue e etérea, uma substância tão mais fina e etérea que o éter do espaço. A partir desta substância etérea, a alma do mundo tece os corpos para as suas manifestações, até mesmo as formas mais densas da matéria.
Devido à vitória da mente sobre o coração, o conceito da alma foi empurrado para a escuridão do esquecimento. A ascensão da ciência ocidental e uma cultura crescente do materialismo baniram efetivamente a anima mundi da nossa imaginação coletiva e o próprio homem deixou de ser o microcosmo e a sua alma nao é mais uma centelha da anima mundi.
Leitura:
-Magnus Incognito (1918). The secret doctrine of the rosicrucians.
-Carl G. Jung (2002). The earth has a soul. -Honorata, K. & Malgorzata, D. (2010). Listening to anima mundi: the organic metaphor in the cosmoecological perspective. Lingua ac communitas, 20: 13-26.
-C. C. Zain (2014). Spiritual alchemy. The hermetic art of spiritual transformation.
-Rozuel, C. (2014). Calling to the anima mundi: on restoring soul within organisations. Journal of management, spirituality and religion, 11(2): 123-142.
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