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A natureza holográfica da realidade

Uma variedade de modelos científicos vêm tentando explicar a natureza da nossa realidade e uma das considerações mais espetaculares é o modelo de um universo holográfico. Nesse modelo, o universo é um campo interconectado no qual nenhuma parte é mais fundamental que a outra.
Esse campo auto-organizador quântico-holográfico é auto-referencial e inteligente, se cria e se recria e experimenta continuamente novas possibilidades holográficas, em um ciclo eterno e sempre novo de desdobramento e envolvimento. O ser humano interage com essa matriz ou campo informacional que engloba e envolve tudo e que contém todas as informações em cada uma das suas porções. Essa visão de um campo holográfico, uma ordem geradora fundamental ,com um fluxo criativo de informações que permeia todo o cosmos, permite entender a natureza básica do universo como uma totalidade ininterrupta auto-organizada inteligente, ou seja, uma consciência universal que se desdobra infinitamente.
Isso nos mostra que nós somos parte de algo muito mais amplo do que as nossas mentes individuais, já que a nossa mente é um subsistema de um holograma universal, acessando e interpretando esse universo holográfico, a consciência universal auto-organizando-se como a mente humana.
Leitura:
-Maurer, L. H. (2010). How unconditioned consciousness, infinite information, potential energy, and time created our universe. Journal of consciousness exploration & research, 2010 (5): 610-624.
-Valverde, R. (2022). The quantum hologram theory of consciousness as a framework for altered states of consciousness research. Neuroquantology, 20(3):187-197.
-Di Biase. Quantum information, self-organization and consciousness: a holoinformational model of consciousness.
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Os muitos mundos do multiverso quântico

Cientistas sugerem que o nosso universo pode ser na verdade apenas uma pequena parte de uma estrutura muito maior chamada de multiverso. A interpretação de muitos mundos da mecânica quântica postula que todos esses universos infinitos coexistem não em um único espaço real, mas no espaço de probabilidade.
Implícita neste cenário está a possibilidade de que o cosmos inicial se expandiu exponencialmente em um processo chamado de inflação e algumas regiões teriam interrompido a sua rápida expansão mais cedo do que outras, formando o que é chamado de universos-bolha. Cada bolha emergiu da espuma cósmica de potencialidade e corresponde a um único universo e o nosso universo seria apenas uma dessas bolhas e, além dele, haveria infinitamente mais. À medida que cada mundo emerge da espuma do mar quântico, eles estão emaranhados como os ramos e raízes infinitos de uma árvore cósmica onde todos os resultados quânticos possíveis são realizados.
Uma vez que existe um número infinito de possibilidades, existe um número infinito de mundos. O universo em evolução teria permanecido um multiverso de todos os estados possíveis na ausência de um observador. É a criação da vida que evolui para um observador cuja mente impõe ordem a este sistema de todas as possibilidades, de tal forma que todas as inúmeras possibilidades colapsam em uma realidade.
Leitura:
-Robles-Pérez, S. (2009). Creation of Correlated Pairs of Universes in the Quantum Multiverse. Journal of Cosmology, 4: 678 – 692.
-Sidharth, B.G. & Rhawn, J. (2009). Different Routes to Multiverses and an Infinite Universe. Journal of Cosmology, 4: 641-654.
-González-Díaz, P. (2009). The Origin of Eternal Life in the Multiverse. Journal of Cosmology, 4: 775-779.
-Nomura, Y. (2017). The quantum multiverse. Scientific American, 316(6).
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O poder libertador e curativo do perdão

Segundos os míticos o perdão é desistir de todas as falsas crenças e, em troca, ganhar a verdade divina e o respeito próprio. Tudo o que você pensa sobre os outros ou deseja para outra pessoa, você cria no seu próprio corpo e nas suas condições de vida ao mesmo tempo e assim perdoar os outros é, portanto, inteiramente do seu interesse. O perdão é restauração, reconciliação, reintegração, é cura e integridade e somos perdoados e curados para que possamos perdoar e tornar os outros completos também.
Estudos demonstram que um maior perdão está associado a menos estresse e, por sua vez, a melhor saúde mental. Não querer perdoar é uma coisa terrível de se fazer a nós mesmos, já que a amargura é como engolir uma colher de chá de veneno todos os dias, pois ele se acumula e nos prejudica. Pesquisadores descobriram que pessoas aumentam os seus batimentos cardíacos, pressão sanguínea e tensão muscular quando pensam em ser injustiçadas e se sentem menos no controle.
Pessoas que optam por perdoar a si mesmas e aos outros florescem e prosperam de maneiras maravilhosas, como se houvesse um amuleto da sorte em sua vida, porém aqueles que se condenam e se julgam caem em sofrimento e fracasso. Perdoar os outros é essencial para o crescimento espiritual, já que o perdão é uma virtude pela qual nos assemelhamos a Deus e um humano nunca está mais perto e mais próximo de Deus do que quando perdoa a outro humano.
Leitura:
-Louise Hay (2002). Aprendendo a gostar de si mesmo . Editora Sextante; 1ª edição.
-Wayne Dyer (2003). There’s a Spiritual Solution to Every Problem. William Morrow & Company; Reprint edição.
-Joseph Murphy (2012). O poder cósmico da mente. Viva Livros; Edição de bolso.
-Toussaint, L. et al. (2016). Forgiveness, Stress, and Health: a 5-Week Dynamic Parallel Process Study.
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O poder quântico da atenção na criação da realidade

O mundo e o universo entram no estado manifesto, inteiramente no ato de uma consciência que percebe e concebe e nesse sentido a consciência, matéria e energia são um, mas a consciência inicia a transformação da consciência em energia e energia em matéria. A nossa atenção é uma vibração de energia que altera a estrutura da realidade, mudando os seus elementos subatômicos para corresponder à nossa consciência.
Pesquisadores sugerem que as funções da atenção quântica são as pontes entre o mental e o físico e são a matriz de funções cósmicas que podem colapsar qualquer outra função de onda quântica, reduzindo uma onda instantaneamente a uma pequena região local. O estado quântico sofre, quando um fato se fixa em uma região local, um salto repentino que se estende por vastas extensões do espaço. Quando não está saltando, o estado representa potencialidades ou probabilidades para que eventos reais ocorram. Potencialidades e probabilidades são normalmente concebidas como qualidades semelhantes a idéias, não realidades materiais. A realidade não é uma construção fixa, firme e imutável que só pode ser alterada por ação física ou mecânica direta. Muitas vezes ela se comporta mais como um sonho lúcido que pode ser mudado pelo poder do pensamento, imaginação e vontade.
A natureza tem qualidades tanto ideais quanto materiais e não responde a todas as perguntas, mas apenas a perguntas devidamente colocadas. Dada uma pergunta bem formulada sobre o mundo para o qual a atenção de alguém é dirigida, a teoria quântica diz que a natureza dá a resposta afirmativa. Nesse sentido, a nossa atenção não é mais do que uma projeção de energia e consciência, constituindo uma força poderosa, a porta de entrada para um recurso criativo infinito, que bem direcionada pode construir um intrumento de criatividade e um veículo de uma consciência positiva capaz de curar o corpo e a mente.
Leitura:
-Stapp, H. P. (1999). Attention, Intention, and Will in Quantum Physics.
-Neville Goddard (2016). O poder da consciência. Clube de Autores.
– João Mendes & Ramiro Mendes (2017). Sound: The Fabric of Soul, Consciousness, Reality, and the Cosmos. Quantum World Enterprises.
-Joe Dispenza (2020). Você é o placebo: O poder de curar a si mesmo. Citadel Editora; 1ª edição .
-Cooper, N. J & Clarkson J. (2020). Consciousness and the Amit Ray’s Quantum Attention Function of the Brain. Technical report.
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